domingo, 18 de julho de 2021

ITÁLIA EM PARTES - REGGIO EMÍLIA, PARMA



                                               26 de junho de 2021

  Dia de pegar o carro e deixar Bolonha. Depois do café da manhã fomo até ao aeroporto, onde alugamos o carro. Para isso pegamos o Marconi Express na estação de Bolonha que tem um custo de 3.40 euros numa direção. 

   Cuidado para não comprar viagem apenas até Lazzaretto (estação entre a cidade e o aeroporto) que custa 1.70 euros. Você também pode passar diretamente o cartão de débito na entrada e saída do shuttle, daí o custo é bem maior, numa direção, por cartão, é de 8.70 euros. 

   Saímos do aeroporto de carro, depois de um perrengue para conseguir o aluguel, já que quem aluga precisa ser o condutor do veículo e o pagamento tem de ser feito com cartão de crédito pelo condutor do veículo. Do dia 26 a 30, o aluguel ficou em cerca de 260 euros com dois motoristas inclusos. O jeito foi adicionar um segundo motorista porque quem alugou o carro não poderia conduzir e quem poderia conduzir não tinha cartão de crédito. 

   Saímos do aeroporto um pouco mais tarde do que o previsto, mas enfim, pegamos a estrada em direção a Reggio Emília, onde paramos cerca de uma hora para visitar o centro histórico, a Piazza Prampolini, a Catedral de Santa Maria Assunta, a Piazza della Vittoria e a Piazza Martiri dele 7 Luglio 1960 junto do Teatro Municipal Romolo Valli e o beco de Veneza. 

   Este beco fica paralelo à Via Romana, onde na casa número 13 está impresso na parede "Il Popolo Giusto Vuole La Neve", que segundo interpretações pediria o fim do regime fascista. Reggio Emilia mostou ser uma cidade bem pequena, muito bonita e tranquila. Quando regressamos ao carro, estava batido mas felizmente isso estava incluso no seguro no aluguel.

 Fique atento, pois o trânsito em Itália pode ser bem intenso e as pessoas têm menos aparentam menos paciência. Paramos em seguida na lanchonete do mercado da cidade para comprar o almoço, que foi pizza, por ser o que estava mais em conta e comemos no caminho para Parma, a nossa próxima paragem e onde chegamos meia hora depois, cerca das 15h30 da tarde.



   Parma nos surpreendeu muito, bem maior do que esperávamos, muito organizada, cidade universitária com muita vida nas ruas. Passeamos por umas duas horas. Visitamos  a Piazza della Paci, contemplando um aglomerado de edifícios históricos e monumentos, nomeadamente o Palazzo della Pilotta, construído como resistência dos farneses que governaram Parma por quase 200 anos, e o monumento em homenagem a Giueseppe Verdi, um famosíssimo compositor clássico italiano. 

Palazo della Pilota

   Visitamos também a Catedral de Parma, onde não pudemos entrar porque estava acontecendo um casamento, provamos novamente o gellato e seguimos viagem, parando à saída novamente para fazer compras para o jantar no Euro Spin, mercado mais em conta, já que o lugar da nossa hospedagem nessa noite seria bem isolado. Ao final da tarde chegamos então em Vernasca, onde passaríamos a noite. 

   O lugarejo, bem mais fresco por ser mais alto e rodeado de vegetação tinha apenas meia dúzia de casas, algumas desabitadas, mas uma paisagem e um ambiente extremamente relaxantes. O Airbnb para essa noite que custou 42 euros era espetacular, muito confortável ao estilo chalé nas montanhas, com uma sacada no andar de cima onde terminamos o dia tomando um Lambrusco com uma gratidão imensa por termos a oportunidade de estar ali naquele lugar. Quando achávamos que não poderia melhorar, avistamos um cervo saltitante bem do ladinho de casa. Ao jantar juntamos a prova de outro vinho, Chianti, e a conversa estendeu-se noite dentro.


Veja o vídeo completo:  Pisa, Parma e Reggio Emillia








Dia 28 de junho de 2021


   Tomamos o café da manhã, colocamos as tralhas novamente no carro e seguimos para Pisa. Era dia de tirar as fotos cliché. Em meia hora chegamos à cidade a partir da nossa hospedagem. Estacionamos o carro fora da parte muralhada, numa zona sem parquímetro e caminhamos por uns 15 minutos em direção à famosa torre. Estavam poucos turistas nesse dia, para o que esperávamos e conseguimos tirar variadas fotos engraçadas sem muita logística. 


   A torre é rodeada por um jardim e ladeada por um edifício do mesmo estilo mas não torto. Pareceu bem menor em altura do que imaginavamos. Estava protegida por militares à entrada e é visitar o seu interior. Aí ficamos ao seu redor cerca de meia hora batendo fotos e voltamos para o carro. Afinal teríamos de conduzir até Florença nesse dia. 


Torre de Pisa



   Pelo caminho paramos num supermercado, bem entre as duas cidades, onde almoçamos por uma quantia bem em conta, já que o lugar era distante de pontos turísticos, mais ou menos a uma hora entre Pisa e Florença. Uma fatia de pizza generosa por 2 euros e um refrigerante por um euro. Uma diferença abismal quando comparado com os 3.5 euros que pagamos por uma coca-cola em Veneza. 


   Estava um calor imenso, o asfalto queimava no parque de estacionamento. Mas a paisagem da Toscana era realmente muito bonita com várias casas de pedra ao longo do percurso, montes repletos de pinheiros altos e finos, fardos de feno com coloridos com a bandeira da Itália. 

  



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